O Alcorão é a palavra de Deus, revelada a Mohammad, desde a Surata da Abertura até a Surata dos Humanos, constituindo o derradeiro dos livros revelados à humanidade. Ele encerra, em sua totalidade, diversificadas nuanças, tais como: a felicidade, a reforma entre os homens, a concórdia no presente e no futuro; ele foi revelado, versículo por versículo, surata por surata, deacordo com as situações e os acontecimentos, no decorrer dos vente e três últimos anos da vida do Profeta Mohammad. Uma parte foi revelada antes da Hégira, em Makka, e outra depois, em Madina. Os versículos e as suratas revelados em Makka abrangem as normas da crença em Deus, em Seus Anjos, em Seus Livros, em Seus mensageiros e no Dia do Juízo Final. Os versículos e as suratas revelados em Madina dizem respeito aos rituais e à jurisprudência. Nele há narrativas sobre os nossos antecessores e sobre os nossos sucessores, e é um árbitro entre nós. Há narrativas de povos anteriores, de séculos passados; há histórias dos profetas, dos Mensageiros, dos povos, dos grupos, das pessoas, dos acontecimentos e do desenrolar da história da civilização; nele há explicações e exemplos para aqueles que por ele queiram pautar suas vidas, e exortação para quem tem coração e está disposto a aceitá-la, e a prestar testemunho. Ele revela a Lei imutável de Deus, quer seja na perdição dos extraviados, quer seja na salvação dos encaminhados. Ele ensina que o mundo dos homens, no decorrer dos séculos, só é benéfico com a religião de Deus; que a humanidade, o que quer que faça,
não alcançará a almejada felicidade se não se iluminar, guiando-se com a Mensagem Divina. Nele há revelações do futuro sobre o dia da Ressurreição, sobre a vida futura, no dia em que os homens se congregarão junto ao Senhor do Universo. "Aquele que fizer um bem, quer seja do peso de um átomo., vê-lo-á; e aquele que fizer um mal, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á."(99ª Surata, versículos 7 e 8) Nele há o julgamento dos problemas e das questões onde é premente uma explicação e uma diretriz do caminho a seguir, no que diz respeito às questões da crença e do pensamento, do caráter e do comportamento, das relações econômicas, dos ramos doutrinários, dos julgamentos pessoais ou não: "Ó humanos, já vos chegou uma prova convincente de vosso Senhor e vos enviamos
uma translúcida Luz."(4ª Surata, versículo 174) "Recorda-lhes o dia em que faremos surgir uma testemunha de cada povo para testemunhar contra os seus, e te apresentaremos por testemunha contra os teus. Temos-te revelado, pois, o Livro que é uma explanação de tudo, é guia, misericórdia e auspício para os muçulmanos."(16ª Surata, versículo 89) Não há lei religiosa ou um problema, no que diz respeito ao mundo e à vida dos homens, que não tenha nele uma solução; ele é um auxílio ao
inesgotável, guia, explicação e orientação para todos, quer seja em partes ou no todo: "Já vos chegou de Deus uma Luz e um Livro Lúcido."(5ª Surata, versículo 15)
As evidências e os significados que o Alcorão abrange, já citados, só podem ser entendidos através de explicações do texto alcorânico e de seus versículos. Tal explicação é uma pesquisa sobre a vontade de Deus, sobre o conhecimento dessa vontade através de Suas palavras no Alcorão, de acordo com a capacidade humana.
AS MESQUITAS
Uma mesquita é o lugar de culto utilizado pelos seguidores da religião do ISLAMISMO, ou islã, que frequentemente se referem à mesquita utilizando seu nome em árabe, “masjid”, que significa templo.
O termo que conhecemos hoje como mesquita foi cunhado pelos espanhóis, "mesquita", e dali entrou nos outros idiomas europeus. Chama-se de mesquita todos os edifícios que são dedicados ao culto da religião muçulmana, apesar de que, em árabe, existem distinções entre os edifícios, dependendo do seus tamanhos. Além de ser o local onde os muçulmano usam para se encontrar e para rezar, as mesquitas também são conhecidas pelo seu papel de cunho social, de auxílio às comunidades, além de serem as estruturas mais expressivas da arquitetura islâmica. As mesquitas surgiram na Península Arábica, e hoje podem ser encontradas em todos os continentes e locais em que existam comunidades muçulmanas.
Por sempre buscarem se adequar à cultura particular do lugar, as mesquitas de diferentes cantos do mundo podem apresentar diferenças bem significativas. Mas a maioria delas possuem uma grande quantidade de elementos que lhes são comuns:
Minarete: O minarete é uma torre fina e alta, geralmente localizada num dos cantos do complexo da mesquita, sendo, geralmente, seu ponto mais alto, não só da mesquita, mas também o ponto mais alto de toda a região em que se situa. O minarete mais alto do mundo é o da Mesquita de Hassan II, em Casablanca, nos Marrocos. O primeiro minarete foi construído em 665, em Bassora, durante o califado de Muawiyah I, que estimulou a construção de minaretes por direta influência das torres das igrejas cristãs, e têm a mesma finalidade, a de convocar os crentes para as orações.
Cúpulas: A cúpula é o elemento mais associado às mesquitas, sendo sempre presente na arquitetura islâmica desde o século VII. Representam o universo visto por Deus, normalmente é sobreposta uma lua crescente com uma estrela, mostrando tratar-se de uma imagem da terra vista de fora do planeta.
Salão das orações: O salão das orações, ou musalla, não possui qualquer móvel, como cadeiras ou bancos, para permitir que o maior número de crentes possam ocupar o recinto. Devido à oposição do islã da representação de figuras humanas, o salão possui nenhum tipo de figura religiosa ou de qualquer outro tipo, para que o crente possa fixar totalmente sua atenção a Deus. Ao lado oposto da entrada, fica o muro gibla, que fica sempre posicionado numa linha perpendicular à cidade de Meca. Os crentes rezam em filas paralelas à gibla, virados na direção de Meca.
Todos os muçulmanos adultos devem rezar em público cinco vezes por dia, se colocando na direção de Meca. A maioria das mesquitas oferece as cinco orações diárias, enquanto as menores oferecem apenas algumas delas. Não é necessário que o muçulmano realize todas as suas orações na mesquita, mas sim junto com outros muçulmanos. Durante o mês sagrado do islã, o Ramadã, em que os muçulmanos praticam jejum durante o dia, as mesquitas celebram a refeição de quebra do jejum, após o pôr-do-sol. Muitas vezes a comida é oferecida pelos membros da comunidade. Nessas ocasiões, as mesquitas costumam convidar os pobres a comer.
O islamismo prega que os homens e as mulheres devem ocupar lugares diferentes dentro do salão das orações, com as mulheres atrás dos homens. Segundo o profeta Mohammad, as mulheres deveriam rezar em casa, quando dizia que “a melhor mesquita para as mulheres é a parte interior das suas casas”.



